Há uma história por trás de cada negócio. Esta é a minha.

Se chegaste aqui pela primeira vez, olá e bem-vinda! Sou a Luísa – Assistente Virtual e antiga empreendedora criativa – e esta é a versão mais honesta de como cheguei até aqui.
A minha história profissional não foi linear e, hoje, eu agradeço por isso. Ao longo dos últimos 15 anos, passei por várias fases profissionais que moldaram o meu olhar sobre o trabalho e o equilíbrio. Formei-me em Arquitetura Paisagista, estagiei em investigação científica e comecei por trabalhar numa empresa municipal, onde desenvolvi competências administrativas e de organização que hoje aplico no meu negócio digital. Mas, acima de tudo, o que sempre me guiou foi o desejo de criar – de transformar ideias em algo bonito e com propósito. Sempre fui inclinada para as artes e mergulhei em diversos hobbies criativos desde criança: desenhar, pintar, fazer bijuteria… tudo o que me permitisse pôr as mãos em algo e ver nascer beleza. Tenho uma paixão genuína pelo belo, pela expressão própria e pela magia de criar – e acredito que cada criação é uma pequena forma de tornar o mundo mais bonito. O resto da minha história é sobre o que acontece quando essa paixão e a vontade de fazer tudo sozinha se misturam.
O sonho de viver da minha arte (e quando fazer tudo sozinha deixa de ser sustentável)
Em 2018, tomei uma das decisões mais entusiasmantes (e, ao mesmo tempo, mais desafiantes) da minha vida: larguei o mundo corporativo para lançar o meu próprio negócio de bijuteria artesanal em fimo e resina. Carregava em mim um desejo ardente de viver da minha arte, de que o meu trabalho fosse uma extensão da minha criatividade. Durante esse tempo, achei que ser independente significava fazer tudo sozinha e que ser dona do meu tempo era, automaticamente, sinónimo de liberdade.

Nos primeiros tempos, tudo era novo, vibrante e cheio de possibilidades. Cada coleção que criava, cada fotografia que tirava e cada encomenda enviada traziam-me uma alegria genuína. O meu pequeno negócio era o reflexo de tudo o que eu amava – e tinha sucesso. Arrecadei mais de 3000 seguidores nas redes sociais em menos de um ano e as minhas criações ganharam casa em todos os cantos do mundo: França, Espanha, Itália, Alemanha, Reino Unido, Finlândia, Suécia, Dinamarca, Países Baixos, Áustria, Estados Unidos, Canadá, Brasil, Austrália… no primeiro ano de negócio, faturei quase tanto como no meu emprego anterior, que pagava acima da média. Sentia-me realizada e que o negócio tinha tudo para correr bem.
Mas, aos poucos, a liberdade que tanto procurei começou a transformar-se num peso. Ser criativa era absolutamente maravilhoso, mas eu também era a fotógrafa, a gestora de redes sociais, a responsável pela loja online, o atendimento ao cliente, o embalamento e os envios… e se, no início, me orgulhava de conseguir “dar conta de tudo”, com o tempo percebi que esse “tudo” estava a sugar-me a energia, a criatividade e, até, o prazer de criar.
A isto, juntou-se a chegada da pandemia de Covid-19 e as consequentes mudanças e desafios no mundo dos pequenos negócios. As vendas tornaram-se incertas, as redes sociais exigiam mais e mais presença e, em breve, comecei a sentir-me constantemente em modo de sobrevivência. O que antes era o meu refúgio tornou-se fonte de ansiedade. Eventualmente, deixei de ter ideias para novas peças e a minha loja perdeu quase toda a atividade. Não queria admitir, mas estava iludida e exausta.
Em 2021, estava num burnout. Mas o que mais doeu não foi o cansaço físico ou mental – foi perder a alegria de criar.
O momento em que o Universo me obrigou a PARAR
Depois disso, tentei outra vez procurar estabilidade no mundo corporativo. Afinal, precisava de pagar contas! Encontrei um trabalho como florista – um ofício que, à partida, parecia trazer-me de volta a uma rotina criativa e próxima da natureza. Na prática, no entanto, o ritmo era acelerado e os horários puxados. Muitas vezes trabalhava fins de semana, feriados e festividades, e o pouco tempo livre que tinha era passado a recuperar do cansaço.
Foi um período muito intenso que me ensinou muito sobre ritmo, limites e a importância de cuidar de mim. Mas também me mostrou a importância de trabalhar com intenção, não apenas com esforço. Após seis meses a trabalhar na loja, acabei por ter uma recaída de burnout. Sentia falta de espaço para o equilíbrio mas, ao mesmo tempo, continuava complacente, com a crença limitante de que não havia outra forma de viver.
E então, um dia, o Universo obrigou-me a parar. Literalmente.
Em março de 2024, lesionei-me no joelho. Precisei de vários meses para recuperar (e ainda hoje faço tratamentos), mas foi, também, durante esse tempo que a minha vida começou a ganhar outra forma.

Redescobrir a leveza e assumir uma nova missão
É nestes momentos que uma pessoa pensa que o Universo tem a sua forma curiosa de fazer as coisas acontecer. Isto porque, quando o corpo me obrigou a parar, percebi que a vida estava a pedir o mesmo há muito tempo. Cingida a casa, comecei então a refletir sobre tudo o que tinha vivido até ali. As conquistas, os erros, os burnouts, as tentativas de recomeço… e percebi que o que me movia – em todas as versões do meu trabalho – era quase sempre o mesmo: criar e ajudar outras pessoas a florescer.
E foi dessa reflexão que nasceu uma nova missão: ajudar empreendedoras criativas e negócios online a crescerem de forma sustentável, com leveza e intenção.
Para que não precisem de passar pelo mesmo caminho de sobrecarga e esgotamento que eu vivi.
Hoje, através do meu trabalho como Assistente Virtual, ofereço o apoio que eu própria precisava quando tinha o meu negócio artesanal: alguém de confiança, que ajudasse nas tarefas administrativas e operacionais, para eu poder dedicar-me àquilo que realmente me fazia feliz, que era efetivamente criar.
O que aprendi com todas estas fases
Cada etapa da minha jornada profissional trouxe-me competências e lições que hoje fazem parte do meu trabalho:
- A minha formação académica em Arquitetura Paisagista ensinou-me a olhar para cada projeto com visão e estrutura.
- A investigação científica deu-me curiosidade e sentido crítico, essenciais para resolver problemas de forma criativa.
- O negócio de bijuteria artesanal mostrou-me na pele o que é empreender: a paixão, os desafios e as responsabilidades.
- O trabalho como florista ensinou-me sobre empatia, ritmo e a importância de criarmos com leveza, não apenas com esforço.
Tudo isto culminou nesta versão mais completa de mim; alguém que continua a amar criar, mas que agora também ama ajudar outras mulheres a criarem com mais tranquilidade e propósito.

Para terminar: Criar continua bonito.
Mas hoje sei que criar com leveza é ainda mais bonito.
Se há algo que quero que este texto te transmita, é isto: não tens de fazer tudo sozinha, se não o quiseres. O teu tempo e a tua energia são recursos preciosos e merecem ser investidos naquilo que te faz sentir viva e realizada.
Hoje, o meu propósito é exatamente esse: cuidar das tarefas que te pesam, para que tu possas voltar a criar com alegria.
Se também sentes que estás a carregar o teu negócio sozinha, este espaço é para ti. Aqui partilho ideias, ferramentas e inspiração para que possas crescer com leveza, sem perder o amor pelo que fazes. E se, a cada dia, escolheres criar com mais leveza, talvez descubras que o caminho da realização é, afinal, o mais natural de todos.
